Objeto carnavalesco utilizado por foliões dos grupos de bate-bola durante o carnaval carioca. A máscara cobre o rosto e compõe o traje, permitindo ao brincante viver outra identidade durante a folia.
Descrição Física
A máscara cobre o rosto e compõe o traje, permitindo ao brincante viver outra identidade durante a folia. O tema representado no bloco é “Guardião Tribal”, refletido nas cores vibrantes, nas penas volumosas e na expressão intensa da máscara.
Modelagem com moldes de gesso ou espuma; corte e colagem de EVA; pintura manual; aplicação de tecidos, plumas e brilho; fixação com elástico ou cordão. A técnica varia conforme o estilo e a tradição de cada grupo.
Associação da Criação do Objeto
Data Associada á criação e fabricação
c. 2022
Local Associado
Madureira, Rio de Janeiro — RJ
Nome do Grupo ou Indivíduo Associado
Bloco Clã dos Barulhentos
Partes e Componentes
Número de Partes ou Componentes
5
Descrição das Partes e Componentes
Espuma/EVA, tecido, plumas/fios, elástico e adornos/fitas.
Estado de Conservação
Estado de Conservação no Momento do Registro
Bom
Sumário do Estado de Conservação
O estado de conservação é variado: máscaras de uso recente costumam estar em bom estado, enquanto exemplares antigos enfrentam deterioração por falta de preservação adequada.
Data de Avaliação do Estado de Conservação
dezembro 27, 2025
Informação Sobre Imagem
Tipo de Imagem
Modelo 3D
Nome de Referência do Arquivo de Imagem
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Aquisição Digital
Fonte de Aquisição
Evelyn Lima Coutinho, Kaiky Coelho de Oliveira, Yasmin Koaique Seleri de Moura (Docente/Orientação: Profª Júlia Rabetti Giannella — UFF)
Data de aquisição
dezembro 27, 2025
Método de Aquisição
Fotogrametria
Código
AFLUA-MM-2026-0002
História
As máscaras de bate-bola, também chamadas de clóvis ou bola-de-morte, têm origem nos subúrbios do Rio de Janeiro, onde se consolidaram entre as décadas de 1940 e 1950. Alguns estudiosos relacionam sua criação à influência portuguesa e a festas como a Folia de Reis, além de fantasias europeias inspiradas em mitos celtas. Outros registros apontam que os bate-bolas surgiram entre escravos libertos e trabalhadores negros, que encontraram no carnaval uma forma de expressar liberdade e resistência. Ao vestirem as máscaras, conseguiam brincar anonimamente e, ao mesmo tempo, protestar contra a opressão, simbolizada pelo gesto de bater as bolas no chão. No início do século XX, a tradição se espalhou pelos bairros suburbanos, quando matadouros
locais, como o de Santa Cruz, forneciam bexigas de bois e porcos para a confecção das bolas. Mais tarde, o material passou a ser borracha ou plástico. As máscaras, antes feitas de papel machê e pano, evoluíram para modelos em EVA, espuma e pintura detalhada, refletindo a criatividade e a irreverência do carnaval popular. Hoje, as máscaras de bate-bola são reconhecidas como símbolos da cultura suburbana carioca, representando o anonimato, o humor e a resistência cultural de um povo que transformou a folia em expressão de identidade e pertencimento.
Anexos
Cartaz Máscara Bate-Bola
Ficha de Inventário do Item
Ficha de identificação & Análise Máscara BateBola
Essa ficha é inspirada na Ficha de Objetos do documento Educação Patrimonial: inventários participativos (IPHAN, 2016).
Disponível em: .