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Galinha em Cabaça
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Documento
Metadados
Miniatura
Título do Objeto
Galinha em Cabaça
O que é
Item de decoração confeccionado por moradores artesãos de Silva Jardim.
Descrição Física
Galinha feita de cabaça, biscuit e tinta acrílica. Segura uma vassoura em uma asa, veste avental e chapéu.
Categoria temática
Medição
-
Medida
diâmetro
Valor
14 cm
Parte Medida
Corpo Inferior, onde o objeto é apoiado
-
Medida
altura
Valor
24 cm
Parte Medida
Da base ao topo do chapéu
Informações sobre o Objeto Original
Proprietário Atual
Renato de Moraes Pessoa
Local atual do Objeto
Casa de Renato Moraes Pessoa
Técnica de Fabricação
O artesanato em cabaça envolve preparar, limpar e secar o fruto, seguido de
corte, lixamento, pintura e decoração com biscuit. É crucial garantir que a
cabaça esteja totalmente seca e sem mofo antes de iniciar a personalização.
Associação da Criação do Objeto
Local Associado
Silva Jardim
Nome do Grupo ou Indivíduo Associado
Moradores de Silva Jardim
Partes e Componentes
Número de Partes ou Componentes
1
Descrição das Partes e Componentes
Galinha
Estado de Conservação
Estado de Conservação no Momento do Registro
Ótima
Data de Avaliação do Estado de Conservação
junho 15, 2026
Informação Sobre Imagem
Tipo de Imagem
Modelo 3D
Nome de Referência do Arquivo de Imagem
Galinha-em-cabaça.glb
Aquisição Digital
Data de aquisição
maio 27, 2026
Método de Aquisição
Fotogrametria
Fonte de Aquisição
Caio Quintes; Marcella Arcoverde; Yasmin Cunha; Renato de Moraes
Código
AFLUA-MM-2026-0005
História
A cabaça não é um fruto único, mas sim uma designação popular que abrange frutos de diferentes famílias botânicas (principalmente as Cucurbitáceas e Bignoniáceas), variando em formas e texturas de acordo com a geografia e o ecossistema brasileiro. A Cuia de Árvore (Crescentia cujete) é típica das regiões de várzea do Baixo Amazonas (especialmente no Pará, em cidades como Santarém e Óbidos). Não nasce em rama, mas em árvore. É colhida, cortada ao meio e polida para se transformar em recipientes. Já o Porongo ou Cabaça de Mate é altamente cultivada e selecionada na Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná). Possui uma casca muito espessa e formato cônico ou de pera, ideal para aguentar o calor da água do chimarrão. AS Cabaça Globular ou Redonda é encontrada no Cerrado e na Caatinga. São esferas quase perfeitas, selecionadas por agricultores familiares para o armazenamento seguro de grãos e sementes devido à sua impermeabilidade. E a Cabaça de Gargalo ou Alongada (Lagenaria siceraria), é cultivada intensamente nas zonas rurais do Nordeste, no semiárido, e no interior do Sudeste (regiões mineiras). Caracteriza-se por um estrangulamento natural que divide o fruto em duas partes bojudas.
O fruto é um elemento que unifica o território nacional, está presente tanto na casa do sertanejo quanto no ritual do indígena e no terreiro afro-brasileiro. A identidade brasileira é apresentada não como algo homogêneo, mas como uma colcha de retalhos. Embora o objeto base (a cabaça) seja o mesmo, a forma como cada grupo a adorna, pinta, corta ou ressignifica reflete a pluralidade cultural de cada microrregião do país. Ela traduz o modo de vida, a criatividade e a capacidade de adaptação do povo.
A relação do Brasil com a cabaça nasce e se consolida através dos saberes
tradicionais, com destaque para a herança indígena: Na Amazônia, o processo de
feitura das cuias pelas comunidades ribeirinhas e indígenas é considerado patrimônio cultural. Envolve a raspagem minuciosa, o tingimento natural usando o cumaru (que fixa a cor preta brilhante) e a posterior aplicação de grafismos geométricos indígenas. Regionalmente (no Norte e Nordeste), a colheita e o tratamento da cabaça respeitam o tempo da natureza, o calendário de secagem ao sol e as tradições transmitidas oralmente de geração em geração, conectando o homem à sua terra e ao plano mitológico/sagrado.
A cabaça não ficou estagnada no passado colonial ou no isolamento rural. Ela migrou para os grandes centros urbanos e se adaptou: Artistas plásticos, cooperativas de periferia e designers urbanos ressignificam o fruto. Hoje ele é trabalhado com ferramentas elétricas (como micro-retíficas para fazer rendados vazados) e combinado com materiais como biscuit, resinas e tintas acrílicas. Nas feiras urbanas e lojas de alta decoração, as cabaças ganham vida como luminárias sofisticadas, esculturas modernas, bonecas decorativas (as famosas "namoradeiras de janela"), presépios estilizados e balões, unindo o conceito de sustentabilidade ecológica à arte contemporânea.
A importância da cabaça reside nas suas propriedades físicas únicas: ela é leve,
resistente, isolante térmica e impermeável. Essa versatilidade divide-se em três
grandes campos de utilidade Domesticamente falando, atua historicamente como a "louça da terra". Transforma-se em copos, colheres, pratos, conchas para pegar grãos e moringas para carregar água, mantendo o líquido fresco mesmo sob o calor forte do sertão. Como instrumento, a caixa de ressonância insubstituível da música identitária brasileira. Sem ela, não haveria a vibração do berimbau na capoeira, o som dos maracás indígenas, do xequerê, do afoxé ou os tambores das bandas cabaçais (bandas de pífano) no Nordeste.Espiritualmente falando, funciona como suporte para o sagrado. É o recipiente que guarda as ervas da pajelança indígena, as medicinas do catimbó e os pós litúrgicos nos terreiros de matriz afro-brasileira (Candomblé e Umbanda), onde o fruto em si carrega axé (energia vital).
Anexos
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Cartaz Galinha em Cabaça
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Ficha de identificação & Análise Galinha em Cabaça -
Vistas Ortogonais — Galinha em Cabaça
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Vista Superior — Galinha em Cabaça
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Vista Frontal — Galinha em Cabaça
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Vista Inferior — Galinha em Cabaça
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Vista Lateral Direita — Galinha em Cabaça
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Vista Lateral Esquerda — Galinha em Cabaça
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Vista Posterior — Galinha em Cabaça

