Trata-se de um protetor telefônico e terminal urbano projetado especificamente para ambientes externos e semiabertos. Ele tem a finalidade funcional de abrigar o usuário contra intempéries (sol e chuva) e garantir isolamento acústico eficaz contra o ruído do tráfego das calçadas, permitindo a comunicação pública por meio do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC).
Descrição Física
Constituído por uma cúpula protetora externa em formato de concha oval (ou formato de ovo), projetada para proporcionar proteção contra intempéries e isolamento acústico ao usuário. A face externa da cúpula apresenta uma coloração verde-água (azul-turquesa) com o logotipo amarelo da operadora "Oi" estampado na lateral e a numeração identificadora "14" inscrita em um círculo de fundo branco, enquanto seu interior de mesma coloração externa abriga o aparelho telefônico. Toda a estrutura é sustentada por um poste metálico vertical cinza fixado diretamente ao solo, apresentando marcas de desgaste físico, pichações e sinais de exposição ao tempo decorrentes do uso público cotidiano.
Topo Absoluto do Orelhão: O ponto mais alto da cúpula desde a base
Medida
Largura
Valor
85 cm
Parte Medida
Vista frontal da cúpula
Medida
Profundidade
Valor
85 cm
Parte Medida
Vista lateral da cúpula
Informações sobre o Objeto Original
Proprietário Atual
Concessionária Oi
Local atual do Objeto
O exemplar inventariado localiza-se na calçada pública da Rua Marquês de São Vicente, nº 326-362, no bairro da Gávea, Rio de Janeiro - RJ (CEP: 22451-044), sob as coordenadas geográficas aproximadas: -22.980454, -43.235088.
A construção da cúpula é um processo industrial de laminação e cura de fibra de vidro em molde fêmea de grandes dimensões.
Já o terminal de telefonia interno da cúpula se dá por processos industriais de injeção plástica sob alta pressão para as carcaças do aparelho e fone. Ademais, o chassi interno de fixação do terminal é elaborado com a estampagem e conformação a frio de chapas de aço galvanizado.
Por fim, ocorre a fixação da cúpula e do suporte em coluna cilíndrica de aço carbono galvanizado a fogo, por meio de chumbamento diretamente na calçada pública por sapata de concreto.
Associação da Criação do Objeto
Data Associada á criação e fabricação
1971
Local Associado
Gávea, RJ
Nome do Grupo ou Indivíduo Associado
Concessionária Oi
Partes e Componentes
Número de Partes ou Componentes
8
Descrição das Partes e Componentes
Cúpula Protetora, Caixa de Fixação do Aparelho Telefônico, Monofone, Gancho e cabo do Fone, Teclado, Leitor de Cartão Telefônico e Coluna de Sustentação.
Estado de Conservação
Estado de Conservação no Momento do Registro
Ruim
Sumário do Estado de Conservação
O orelhão digitalizado na Gávea em 2026 apresenta-se em estado de conservação precário (inoperante). A cúpula de fibra de vidro exibe pichações, descascamento de pintura e perda do brilho original devido à ação direta de raios UV e poluição veicular na Rua Marquês de São Vicente. O cabo espiralado de aço do fone apresenta marcas de oxidação, o slot de inserção do cartão está obstruído por detritos e o display do monofone não está aceso. O que reflete a obsolescência física e funcional que acomete o artefato material de telefonia pública remanescente.
Data de Avaliação do Estado de Conservação
maio 22, 2026
Informação Sobre Imagem
Tipo de Imagem
Modelo 3D
Aquisição Digital
Fonte de Aquisição
Elian Zozias
Data de aquisição
maio 22, 2026
Método de Aquisição
Fotogrametria
Código
AFLUA-PI-2026-0007
História
O Orelhão foi criado no início da década de 1970 para solucionar um problema crítico de expansão de telefonia pública em vias urbanas no Brasil. Sob as políticas de substituição de importações estimuladas pela Telebrás e pelo Ministério das Comunicações, buscou-se criar soluções com tecnologia endógena e materiais locais. Para proteger o usuário das intempéries cariocas e do ruído do tráfego das calçadas, a arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira projetou uma cúpula leve e resistente em formato de casca acústica. O orelhão tornou-se um marco democrático que garantia acesso comunicativo em escala continental. Com as privatizações em 1998, as concessionárias (como a Telemar e Oi) assumiram a planta sob obrigações regulatórias de universalização, mas o avanço da telefonia móvel pessoal esvaziou a função original do aparelho, convertendo-o gradualmente em um resquício marginalizado e vulnerável da paisagem urbana.